É dito que ninguém vive sem certezas, que precisamos de coisas seguríssimas, coisas das quais em tempo algum recebamos um "não é assim", "não está aqui" ou um terrível "não existe".
Ninguém aprecia que uma certeza passe a incerteza de modo geral, mesmo que nao gostássemos lá muito das certezas. A validade das certezas não se prende com o conteúdo positivo ou negativo, mas sim com a tranquilidade de espírito e segurança subjacentes. Além disso elas sao uma almofada bem confortável seja qual for o racicionio processado na nossa cabeça.
Não posso deixar de pensar que a minha cabeça é uma masoquista dos diabos que prefere o chão duro. Engenhosamente ela pratica a conversão certeza-incerteza, controlando inclusive os actos para atingir esse objectivo. Mais, ela chega a gostar da certeza e precisar dela mas quer derrubá-la, é como provocar um terramoto para provar que um edíficio não é muito seguro e assim obrigar a que se o reerga com uma construção optimizada. O que ela não percebe é que nem sempre há fundos nem optimizações a efectuar e a reconstrução não se verifica.
E o chão duro dá dores de costas, dá.
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