terça-feira, 15 de fevereiro de 2011



The most beautiful and most profound experience is the sensation of the mystical. It is the sower of all true science. He to whom this emotion is a stranger, who can no longer wonder and stand rapt in awe, is as good as dead. To know that what is impenetrable to us really exists, manifesting itself as the highest wisdom and the most radiant beauty which our dull faculties can comprehend only in their primitive forms - this knowledge, this feeling is at the center of true religiousness.
( Albert Einstein - The Merging of Spirit and Science)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

prefiro jogar numa vertiginosa e inconstante bolsa de valores


E foi dia de São Valentim, que não é um dia sem sentido já que a história por detrás deste é apropriada. Poderia escavacar o consumismo estúpido e padronista que irritantemente marca este dia mas prefiro afirmar...



Sou inveteradamente romântica, ingenuamente realizadora, uma florista das realidades, engenhosamente idealista, ilimitadamente emocional, adepta ferrenha da infantilidade, deslumbrada por pormenores, impulsivamente pura, impreterivelmente avariada. Já está.



Se o pardal é tordo? Se saco sai furado? Se o pano cai a meio da peça? Se o preto no branco se impõe? Se há retirar obrigatório para a cave? Sim...

Se já pensei que era melhor ser uma pessoa mais racional, temperada e portanto simplificadora de cenários amorosos? Frequentemente.


Consigo e quero? Não. Para quê? Sei que nunca realizarei certos ideais românticos, há histórias que já estão inviabilizadas em termos temporais, espaciais e circuntanciais e o que é que isso me garante? Uma boa taxa de imprevisibilidade e aleatoriedade de situações nem sequer esboçadas no meu mundo do romance.


Não, não vou criar regulamentos, estabelecer necessidades, estipular limites, ser absorvida por medos. Nem sequer vou poupar-me emocionalmente para construir uma fortuna racional, porque aqui sim prefiro jogar numa vertiginiosa e inconstante bolsa de valores.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011




Por vezes entro naqueles estado de interrogação do mundo. Penso no universo, nas outras galáxias, nos dinossauros, nas eras do gelo, no habilis e no erectus, e nos impérios, monarquias, e Jesus e também nos átomos ( confesso que são estes que me roubam mais tempo, díficil assimilar) e pronto no como e porquê disto.


Mas acabo sempre no mesmo que é mais ou menos isto:

"Caraças estar aqui é lindo e nós somos uns seres brutais".


E penso nas pessoas, no que somos capazes de fazer, em como funcionamos, na complexidade do que podemos sentir, nos camiões de experiências que podemos ter, na disparidade de personalidades que há, nas histórias, na retórica, na música, na literatura, nos lugares, nas coisas tecnológicas, relações e vejo que é impossível não querer preencher a minha irrequieta mente aqui. Cada um de nós já é tão imenso.

Provavelmente isto não me torna amante das ciências, sou só uma grande amiga pronto.
Só sei que estou aqui, sou alguém e absorverei a humanidade que consiga alcancar indefinidamente.

Cap ou pas cap?




Podem-me acusar de ingenuidade romântica e idealista, aceito.



Mas acreditem que o que me fez achar isto lindo é um XXL em relação a isso.