
E foi dia de São Valentim, que não é um dia sem sentido já que a história por detrás deste é apropriada. Poderia escavacar o consumismo estúpido e padronista que irritantemente marca este dia mas prefiro afirmar...
Sou inveteradamente romântica, ingenuamente realizadora, uma florista das realidades, engenhosamente idealista, ilimitadamente emocional, adepta ferrenha da infantilidade, deslumbrada por pormenores, impulsivamente pura, impreterivelmente avariada. Já está.
Se o pardal é tordo? Se saco sai furado? Se o pano cai a meio da peça? Se o preto no branco se impõe? Se há retirar obrigatório para a cave? Sim...
Se já pensei que era melhor ser uma pessoa mais racional, temperada e portanto simplificadora de cenários amorosos? Frequentemente.
Consigo e quero? Não. Para quê? Sei que nunca realizarei certos ideais românticos, há histórias que já estão inviabilizadas em termos temporais, espaciais e circuntanciais e o que é que isso me garante? Uma boa taxa de imprevisibilidade e aleatoriedade de situações nem sequer esboçadas no meu mundo do romance.
Não, não vou criar regulamentos, estabelecer necessidades, estipular limites, ser absorvida por medos. Nem sequer vou poupar-me emocionalmente para construir uma fortuna racional, porque aqui sim prefiro jogar numa vertiginiosa e inconstante bolsa de valores.