
Surgiu há algum tempo uma vontade em mim que descrevi como "cair de um sítio para outro" mas tenho-a conseguido detalhar um pouco mais já que ela teima em primar na assiduidade.
Concluí que o sítio em que que terminaria a queda não podia ser duro nem me magoar. Pensei na minha obsessão por cascatas mas o barulho e ficar molhada não pareceu encaixar na minha ânsia. Também não quero colchões de plástico e assim. Uma esponja gigante ou... esferovite, era mais isso.
Depois pensei que não queria ter de saltar, eu tenho alguns problemas com qualquer tipo de saltos seja de muros seja para a piscina. Queria que desaparecesse o chão de repente como acontecia aos bonequinhos quando jogava na gameboy, só que adaptando à realidade soou-me um pouco às execuções em que se abria aquela porta de madeira e a pessoa era enforcada.
Também tinha de demorar um pouco, dar tempo para realizar que estava a cair, e que não ia morrer e que era lindo. Se eu pudesse até dava passos no par como se tivesse com cordas invísíveis tipo marionetas, mas isso reduziria a minha ideia de liberdade.
Concluí que o sítio em que que terminaria a queda não podia ser duro nem me magoar. Pensei na minha obsessão por cascatas mas o barulho e ficar molhada não pareceu encaixar na minha ânsia. Também não quero colchões de plástico e assim. Uma esponja gigante ou... esferovite, era mais isso.
Depois pensei que não queria ter de saltar, eu tenho alguns problemas com qualquer tipo de saltos seja de muros seja para a piscina. Queria que desaparecesse o chão de repente como acontecia aos bonequinhos quando jogava na gameboy, só que adaptando à realidade soou-me um pouco às execuções em que se abria aquela porta de madeira e a pessoa era enforcada.
Também tinha de demorar um pouco, dar tempo para realizar que estava a cair, e que não ia morrer e que era lindo. Se eu pudesse até dava passos no par como se tivesse com cordas invísíveis tipo marionetas, mas isso reduziria a minha ideia de liberdade.
Ter vontades destas não é aconselhável na medida que talvez sejam um pouco impraticáveis.
O cerne da questão é que me anda a fazer bastante impressão, chegando a ser incómodo e aflitivo ter sempre tijoleira debaixo dos pés, uma cadeira para suportar o rabinho e um colchão a suportar o corpo.
E como é que se resolve isto?
Não conta passear na lama, sentar num ramo de uma árvore ou dormir no jardim. ( embora confesso que alinhava nestas situações).
Pois.
Não perdendo a esperança provavelmente terei de contentar parte do meu desejo contacto directo com a gravidade com uma queda nas escadas da minha avó, ou mais confortavelmente esperarei pela Primavera e possíveis cachoeiras.
