sábado, 19 de junho de 2010

O real Azar não trapalhão

Não acredito em sorte e azar. Acho que o pensamento positivo atrai coisas positivas mas isso é um pouco lógico. Imaginar algo a acontecer faz com que involuntariamente tomemos atitudes para que isso aconteça porque queremos e sabemos exactamente o que queremos.

Ás vezes exagero e acho que tou com azar porque bato com o dedão no pé na esquina da cama e depois vou a tentar por o telemóvel a carregar e o carregador sai da ficha e eu tento mas não acerto nos buracos e entretanto o telemóvel cai ao chão e abre. E resolvo estas situações, viro-me prendendo o fio do carregador então o telemóvel volta a cair e o carregador a sair da ficha. Mais, ainda há tempo para bater com a cabeça na estante.

É muito exagerado achar isto azar....

Azar é quando várias situações negativas com probabilidade ínfima de acontecer acontecem e com o agravante de serem pouco espaçadas no tempo ou mesmo numa bela sequência. Acrescento que essa probabilidade não pode aumentar muito com a trapalhice/descoordenação motora de cada um - aqui têm o que penso para mim quando acho que sou azarenta.

Azar? Azar seria se no dia seguinte conseguisse deixar cair a chave de casa na frincha do chão do elevador ficando esta perdida para sempre num poço fundo.
Vá, se a única pessoa com quem divido a casa se tivesse esquecido desta em casa apesar disso nunca acontecer é que era mau.
E se fossem 4 da manhã e ainda tivesse intenções de estudar? UI.

Pois, isto aconteceu.

Não é de admirar que já em casa (e isto porque existem bons samaritanos que sabem subir muros e trepar janelas) com centenas de coisas para estudar uma pessoa se ponha a ouvir a banda sonora do Moulin Rouge.

Pronto, pode não parecer muito a propósito mas tudo tem ligação, acreditem.

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