sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Luz, preto, Luz, preto, Luz
Visão intermitente atingia-me no alcatrão
Senti vontade de rebolar
Sim, vários movimentos rotativos
Agitavam a inspiração

Sensação física incomodou
Raios, um relevo frio
Estava o tempo e espaço retornados
Uma chave? Verdadeira chave
Perante o universo rio!

Fechados são minha inconcebilidade
Estes pobres sinais!
Desconhecem destinatário

Aqui, presente contentor
O lixo possui maior clarividência
Tampa erguida, cega mão envolvida
Procura -se astral evidência

E chega a madrugada da verdade
Um nabo, revelador
Teria então um robusto tractor

Desenganem-se desperdícios humanos!
Pura leviandade
Deporto qualquer amanhã aterrado
Possuo Cidade.

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