Esta é capaz de ser a melhor dúvida de sempre tendo em conta o que foi o meu último mês. Querer queria mas a verdade é que não posso dizer que foi relativamente fácil e passou rápido.
Mas nada melhor que uma época de exames como esta para dimensionar as coisas.
Raios, como soube bem visitar o padroeiro da minha terra com a minha mãe e ver as mulheres lutar pelos cravos, ajudar a minha tia pôr a mesa no terraço para a família, ouvir o "ai minha tricana" da minha avó, o meu afilhado a mostrar me as plantações dele, o meu pai aflito para por a tv lá fora sintonizada na final do Mundial, o sentar e comer com calma e falar da loucura das pessoas e de doenças e tratamentos para cancro mas nem achar assim tão mau. De realçar o típico telefonema de serviço para o meu padrinho a interromper o jantar que só teve piada.
Voltar a ouvir as teorias da Maria, voltar a conduzir pro café de sempre tagarelar, voltar a rir me do nada com a minha irmã, voltar a sacar músicas e morrer de susto com o ataque viral ao meu querido pc.
Mais, voltar a olhar pro tecto porque me apetece, andar na rua sem nada na mão e sem ter que estar a horas em nenhum sítio, escrever e, claro, dormir.
Não é errado valorizarmos as coisas quando elas nos faltam, é só natural, e um natural bem bom.
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