Tou farta de ouvir irónicas críticas a uma série de bandas de indie rock e pop da actualidade.
Coisas do género "É música para crianças", "Eles usam 2 instrumentos e repetem a batida", "Regem-se pelo básico da música", "Captam a atenção dos leigos em termos musicais"
Tenho a dizer meus amigos que isto me enerva, o que não é muito comum na minha atitude relaxada.
Mas porquê tanta objecção à simplicidade neste mundo? O que é que a infantilidade tem de tão mau assim?
Não vejo qual é o problema de uma música utilizar instrumentos rudimentares, se consegue provocar algum tipo sentimento positivo não pode ser considerada má.
E é que quanto a mim, o indie é o estilo musical que mais interfere com o meu estado de espírito. Transmite me positividade, criatividade, energia, impulsividade e aquela coisa do "tudo é possível".
Imagine-se que uma das bandas incluídas nesta clara guerra à imaginação, Vampire Weekend, só por acaso uma das bandas que mais aprecio.
Não vou dizer que o novo album não parece uma orquestra com trompetes e pandeiretas e que não associei aqui e ali uns sons que me lembraram algumas canções que cantava quando ainda me conseguia esconder atrás da porta...mas não deixam de ser diferentes de tudo o que já ouvi.
E não deixam de me por contente e com vontade de saltar.
Parem de rotular tudo o que é infantil como menos evoluído.
Se nós mantivermos a mente sem fronteiras que temos quando tudo é novo no mundo para nós, o mundo nunca deixará de ser novo para nós.
e pronto agora uma das minhas adoradas sequências.
novo leva a curiosidade que leva a procura que leva a entusiamo que leva a motivação que leva a boa disposiçao que leva a optimismo que leva a felicidade e bem estar no geral.
e reparem que podia ser interrompida em qualquer passo intermediário que continuaria a passar para a recompensa final. :)
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